segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Bioma Mata Atlântica

Vamos recordar um pouco da História para falar de um bioma que, antes mesmo de ser classificado como bioma, já era muito importante para o Brasil.

Quando os portugueses chegaram ao litoral do Brasil, em 1500, de suas caravelas puderam ver uma paisagem diferente. Como narrou o escrivão Pero Vaz de Caminha em uma carta que fez para o rei de Portugal, “à hora de vésperas, avistamos terra! Primeiramente um grande monte, muito alto e redondo; depois, outras serras mais baixas, da parte sul em relação ao monte e, mais, terra chã. Com grandes arvoredos”.

O que Caminha e seus companheiros de tripulação viram dos navios é o ambiente que hoje denominamos Mata Atlântica. Ela recebeu este nome justamente porque está próxima ao oceano Atlântico. Os montes arredondados, a terra chã e os grandes arvoredos caracterizam este bioma, que hoje se reduz a apenas 8% do que era na época da chegada dos portugueses.

A Mata Atlântica acompanha o litoral brasileiro do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, englobando áreas de dezessete estados. Como ela está presente em diferentes regiões do Brasil, apresenta diferentes ecossistemas, com variações em relação à fauna, vegetação, solo, relevo e características climáticas. Mas existem alguns elementos comuns por todas as regiões de Mata Atlântica. São esses elementos que vamos destacar, para que você saiba mais sobre essa preciosidade que encantou os conquistadores.

Fauna

Na Mata Atlântica já foram encontradas cerca de 260 espécies de mamíferos, 620 de aves, e 260 de anfíbios, além de muitos répteis e insetos. Ela abriga 383 dos 633 animais ameaçados de extinção no Brasil. Entre os que correm o risco está o mico-leão-dourado, que adora passear pelas árvores da mata.


Fonte: IBAMA

Falta de licença ambiental prejudica cultivo de camarão na Bahia

Produtores do Polo de Camarões de Canavieiras erradicaram doenças e retomaram o cultivo em cativeiro após liberação do Ministério da Agricultura, mas seguem sem acesso a crédito bancário. Isso porque todas as fazendas da região estão com as licenças ambientais vencidas, um problema que atinge 93 dos 96 empreendimentos do setor na Bahia, que registra queda na produção.

A Justiça Federal suspendeu, em 2007, as licenças ambientais de todos os empreendimentos de carcinicultura (cultivo de camarões) que não apresentarem estudo de impacto ambiental (EIA) na Bahia. Segundo dados do Instituto do Meio Ambiente da Bahia (IMA), apenas duas fazendas estão regulares.

A determinação da Justiça autoriza o funcionamento de empreendimentos que renovaram as licenças dentro do prazo e antes do vencimento. No Estado, porém, apenas uma fazenda se enquadra nesta situação. “Muitas deram entrada no pedido de renovação, mas não atenderam às exigências do IMA”, explica a coordenadora de projetos agrossilvopastoris, Ana Cristina Lima.

Produção - Além de Canavieiras, a Bahia produz camarão em cativeiro nos municípios de Jandaíra, Valença, Caravelas e nas regiões do Recôncavo e Litoral Norte. Hoje, o Estado é o quinto maior produtor do Brasil.

O último censo da carcinicultura foi realizado em 2005, quando a produção foi de 6,1 mil toneladas. De acordo com dados do Promo, em 2007, quando a produção baiana foi a maior já registrada, o Estado exportou 826 toneladas do produto. De janeiro a setembro de 2009, este volume foi de apenas 150 toneladas.

Em 2008, houve queda de produção com o surgimento de focos de doenças em Canavieiras. A retomada da produção não elevará os números aos mesmos índices, já que os produtores reduziram o número de animais em cada tanque, uma medida de segurança contra novas pragas.

O camarão baiano é exportado principalmente para França e Portugal. Mas, segundo o produtor Paulo Queiroz, muito do que é produzido aqui é vendido para o Sudeste do Brasil. Rio de Janeiro e São Paulo são os principais compradores.

Meio ambiente - Um dos grandes entraves para o crescimento da carcinicultura na Bahia está no licenciamento ambiental. “No passado, houve a implantação incorreta de fazendas de cultivo de camarão em áreas de manguezal, mas foram desenvolvidas técnicas de manejo sustentável”, explica o biólogo e assessor técnico da Bahia Pesca, Gitonilson Tosta.

Entre os impactos apontados estão a degradação de áreas de mangue, descarte de material orgânico e contaminação do meio ambiente com doenças, como informa pesquisa publicada pela doutora em Microbiologia do Instituto de Ciências do Mar, Oscarina de Souza.

Sobre estes aspectos, a Bahia Pesca elaborou um plano de manejo sustentável, colocado em prática na fazenda piloto, instalada no Recôncavo. “Exceto em termos visuais, os potenciais de impacto podem ser controlados com o manejo correto”, afirma Ana Cristina, do IMA.

Os impactos da carcinicultura também estão sob a avaliação do Ministério Público do Estado que, há dois anos, traça o diagnóstico da atividade na Bahia em parceria com o IMA. “Acreditamos que este estudo esteja finalizado até o fim de novembro”, estima o promotor do Meio Ambiente e coordenador do Núcleo Mata Atlântica do Ministério Público, Sérgio Mendes. “Estamos dispostos a conversar com o governo, entrar em acordo e regularizar nossa situação”, afirma o produtor Paulo Queiroz, membro da Associação de Produtores de Camarão de Canavieiras.
(Fonte: A Tarde Online/ BA)

domingo, 25 de outubro de 2009

O CETEB DE FEIRA DE SANTANA FORMANDO TECNICOS ESPECIALIZADOS PARA O MERCADO DE TRABALHO

Na seamana que passou,foi inaugurada mais um círculo de aulas,dos diversos cursos tecnicos no
Centro de Educação Profissional da Bahia,CETEB,com á presença do secretário da Educação do
Estado,e outras autoridades,Dr.Osvaldo Barreto,na oportunidade enfatizou o desêjo do governo
em oferecer o maior números de oportunidade para os jovens se prepararem na qualificação
profissional;Exemplo, novas descobertas na área de petroleo e gás,sobretudo na camada,pré-sal
geram boas prespectivas no mercado de trabalho.Segundo diagnóstico do progama de Mobiliza-
çâo da industria Nacional de Petroleo e Gás Natural (Prominp)-com base no plano de nagócio da
petrobrás-foi indentificada uma demanda de mais de 207 mil profissionais nos próximos quatro
anos em todo pais,sendo pelo menos cinco mil na Bahia. Na Bahia,a maior demanda por mão de
obra no período será para construção de plataformas,no canteiro de São Roque do Paraguaçu;
a ampliação da Refinaria Landulpho Alves(RLAM);e construção do gaseoduto Sudeste Nodeste
(GASENE),perna Norte e estação de Compressão Itajuipe:operações de navios e plataformas.
No nivel médio,as áreas com maiores prespectivas de vagas,são para plataformistas-Torristas
sondadores;caldeireiros;soldadores e ajustadores. No nivel tecnico,as maiores ofertas serão para
tecnicos em petroleo e gás,mecánica,segurança do trabalho,mecatrónica e telecomunicação.
Segundo o governo,paraconseguir essa grande demanda de mão-de-obra,será necessário correr
contra o tempo. Pra vocês jovens;esta é a hora não percam as oportunidades.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Bioma Cerrado

O que é o Cerrado - O Cerrado é um bioma típico do continente sul americano. A principal caracteristica deste bioma se refere às estações climáticas, divididas em duas estações muito bem diferenciadas: a estação da seca e a estação das chuvas. Esta característica, que ocorre à milhões de anos, consolidou as formas de vida e a geologia do local. Há a predominância de latossolos ácidos e bem lixiviados. Reconhecida como uma espécie de savana, possui fauna e flora com características bem peculiares. Há um mosaico de tipos de solos que determinou um igual mosaico de tipos de vegetação, são as fitofisionomias, onde encontramos: campos, cerrados, matas e veredas num mesmo campo de visão.

Clima

Clima em Pirenópolis
Pôr do sol no Pico dos Pireneus

Tropical sub-úmido com duas estações bem definidas: a estação das chuvas,que vai de outubro a março, e a da seca, que vai de abril a setembro. O município, por ser parte montanhoso, mantém algumas variações climáticas devido às altitudes. Com uma serra ladeando o lado leste do município em sentido sul-norte, bloquea em parte as correntes úmidas do sudeste de forte influência marítica. Recebe, por esta conformação de relevo, principalmente nas épocas das chuvas, umidade vinda do norte-noroeste, de origem amazônica. Os ventos predominantes são sudestes, que chegam por sobre a serra. Podendo ocorrer lufadas de vento de norte nos períodos das chuvas. Os períodos mais críticos são setembro/outubro quando a seca é forte e o sol começa a esquentar, e entre fevereiro e março, quando a umidade está muito alta e começa a esfriar.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Bioma da Amazônia

O bioma Amazônia ocupa cerca de 40% do território nacional. Nele estão localizados os estados do Pará, Amazonas, Amapá, Acre, Rondônia e Roraima e algumas partes do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso. Também inclui terras de países próximos ao Brasil, como as Guianas, Suriname, Venezuela, Equador, Peru e Bolívia.

A floresta amazônica é conhecida como abrigo da maior biodiversidade do mundo, pois nela podem ser encontradas milhares de espécies animais, vegetais e micro-organismos. Além da variedade de seres biológicos, a região conta com muitos rios, os quais formam a maior reserva de água doce de superfície disponível no mundo. O clima que caracteriza a região é o equatorial úmido. Quanto ao relevo, é possível perceber diferentes formações, como planaltos e planícies.

Vamos analisar com mais calma alguns elementos que compõem este rico bioma.

Fauna

 Macaco guariba. Foto: CPB/Ibama
Macaco guariba. Foto: CPB/Ibama
Pesquisas indicam que na Amazônia existem cerca de trinta milhões de espécies animais. Dá para acreditar? E isso porque nem todas as espécies foram encontradas e estudadas pelos cientistas. Lá existem alguns animais que ainda são desconhecidos pelos homens.

Bom, mas uma coisa é certa: são muitos animais convivendo neste grande ecossistema. Talvez os mais famosos deles sejam os macacos. Eles são numerosos: coatás, guaribas, barrigudos... Uma infinidade de primatas pode ser encontrada nos galhos das árvores amazônicas. Além deles existem outros mamíferos característicos da região. São mamíferos terrestres, como onças, tamanduás, esquilos, e mamíferos aquáticos, como peixes-boi e botos.

Os répteis também têm território garantido. Em um passeio pela região podem ser vistos lagartos, jacarés, tartarugas e serpentes. Entre os anfíbios, existem variados tipos de rãs, sapos e pererecas. Uma grande coleção de peixes é outro fato digno de nota: nas águas amazônicas estão 85% das espécies de peixes de toda a América do Sul. Todos os anos milhares deles migram tentando encontrar locais adequados para reprodução e desova. É o que se chama Piracema.

Foto: Wikipedia
Foto: Wikipedia
Outros seres ainda menores têm grande importância no equilíbrio deste ecossistema: os insetos. Eles são numerosos. Besouros, formigas, mariposas e vespas fazem parte do grupo que é maioria na fauna amazônica.

Na terra, na água e no ar. Há grande variedade também de aves na floresta. Araras, papagaios, periquitos e tucanos colorem as copas das árvores. Mais de mil espécies de aves já foram catalogadas.


Vegetação
A vegetação divide-se em três categorias: matas de terra firme, matas de várzea e matas de igapó.

Foto: Phil P. Harris. Wikipedia
Foto: Phil P. Harris. Wikipedia

As matas de terra firme são aquelas que estão em regiões mais altas e por este motivo não são inundadas pelos rios. Nelas estão árvores de grande porte, como a castanheira-do-pará e a palmeira.

As matas de várzea são as que sofrem com inundações em determinados períodos do ano. Na parte mais elevada desse tipo de mata, o tempo de inundação é curto e a vegetação é parecida com a das matas de terra firme. Nas regiões planas, que permanecem inundadas por mais tempo, a vegetação é semelhante a das matas de igapó.

 Vitórias - régias. Foto: Emerson Santana Pardo. Wikipedia
Vitórias - régias. Foto: Emerson Santana Pardo. Wikipedia
Ops, mas a gente ainda não falou das matas de igapó...

As matas de igapó são as que estão situadas em terrenos mais baixos. Estão quase sempre inundadas. Nelas a vegetação é baixa: arbustos, cipós e musgos são exemplos de plantas comuns nestas áreas. É nas matas de igapó que encontramos a vitória-régia, um dos símbolos da Amazônia.

Solo

O solo da floresta amazônica é em geral bastante arenoso. Possui uma fina camada de nutrientes que se forma a partir da decomposição de folhas, frutos e animais mortos. Esta camada é rica em húmus, matéria orgânica muito importante para algumas espécies de plantas da região.

Em áreas desmatadas, as fortes chuvas "lavam" o solo, carregando seus nutrientes. É o chamado processo de lixiviação, que deixa os solos amazônicos ainda mais pobres. Apenas 14% de todo o território pode ser considerado fértil para a agricultura.

Mas se apenas essa pequena parte é fértil, como existem tantas árvores? Aqui está um dos pontos essenciais para o equilíbrio do ecossistema. Neste processo a camada de húmus tem um papel fundamental. Além disso, os poucos nutrientes presentes no solo são rapidamente absorvidos pelas raízes das árvores, e estas plantas, por sua vez, tornam a liberar nutrientes para enriquecimento do solo. Trata-se de uma constante reciclagem de nutrientes.

Pico da Neblina. Foto: Wikipedia
Pico da Neblina. Foto: Wikipedia
Relevo

Compõem o bioma Amazônia planícies (terrenos com pouca variação de altitude), depressões (tipo de relevo aplainado, onde são encontradas colinas baixas) e planaltos (terrenos com superfície elevada).

As planícies são constantemente inundadas pela água dos rios. Na região de planaltos existem algumas serras, como as de Taperapecó, Imeri e Parima. Ficam na Amazônia as formações de relevo mais baixa - planície Amazônica - e mais alta - planalto das Guianas - do país. É nesse planalto que se encontra o Pico da Neblina, ponto mais alto do Brasil, com cerca de 3.015 metros.

Água

A água é um importante componente em um ecossistema. Isto porque a água é fundamental para a vida. No caso da floresta amazônica, a água doce é abundante: trata-se da maior bacia hidrográfica do planeta. Seu principal rio é o Amazonas, que possui mais de mil afluentes (rios menores que nele deságuam), é o mais largo do mundo e grande responsável pelo desenvolvimento da floresta.

Os rios influenciam a vida dos animais e, como você já viu, a vegetação do lugar. De forma geral, são classificados em três tipos: rios de águas barrentas, de águas claras e águas pretas.

 Rio Amazonas. Foto: br.geocities.com
Rio Amazonas. Foto: br.geocities.com
A coloração da água varia de acordo com determinadas substâncias que podem ser encontradas nos rios. Os chamados rios de águas barrentas, como o Madeira e o próprio Amazonas, têm a cor da água modificada por serem ricos em sedimentos e nutrientes. Os de águas claras, como o Xingu, o Tapajós e o Trombetas possuem muitos trechos de corredeiras e cachoeiras. Estes rios não banham tantos terrenos ricos em nutrientes como os de água barrenta. Desta forma apresentam água mais cristalina.

Por fim, os rios de águas pretas são assim denominados por nascerem em terrenos de planície e carregarem a areia e o húmus que caracterizam o solo de tais terrenos. O húmus é o grande responsável pela cor escura das águas. O mais conhecido rio amazônico de aguas pretas é o rio Negro.

Clima

Na região amazônica chove bastante e a temperatura é elevada, normalmente variando entre 22ºC e 28ºC. É o chamado clima equatorial úmido, que caracteriza algumas áreas próximas à linha do Equador. E como o clima interfere? Pelo que vimos até aqui, você já deve imaginar alguma forma... Por exemplo: de acordo com a intensidade das chuvas sobe o nível dos rios; com o aumento do nível dos rios algumas áreas podem ser alagadas e, uma vez alagadas, essas áreas podem ser mais ou menos adequadas à vida de determinados vegetais e animais.

Onça Pintada. Foto: Wilipedia

Onça Pintada.

Fonte: Ibama



Paraná, São Paulo e Bahia discutem preservação das Bacias Hidrográficas

Nesta quinta e sexta-feira, dias 22 e 23, o Instituto de Gestão das Águas e Clima (INGÁ) promove três audiências públicas para debater a criação do Comitê da Bacia Hidrográfica dos Rios Peruípe, Itanhém e Jucuruçu. Este será o primeiro a ser instalado na região do extremo sul baiano.
Os encontros acontecem nos municípios de Teixeira de Freitas, Alcobaça e Itamaraju. Devem participar técnicos do INGÁ, representantes da sociedade civil e organizações não-governamentais.
Os rios atravessam 13 municípios do estado e as discussões vão permitir uma gestão mais eficiente dos recursos, além de abrir espaço para que a sociedade possa opinar. Segundo a coordenadora de Gestão Participativa do INGÁ, Milene Oberlaender, essa participação deve continuar depois de criado o comitê, para que a sociedade participe das decisões em relação aos recursos hídricos.
Os membros do comitê discutem entre outros temas os problemas ambientais, a situação dos mananciais e a realidade hídrica local e podem definir as prioridades dos recursos.
Em Teixeira de Freitas a audiência será realizada no dia 22 a partir das 19 horas no Campus X da Universidade do Estado da Bahia (Uneb). No dia 23 os encontros acontecem às 9h na Câmara Municipal de Alcobaça e será concluída às 14h na Câmara Municipal de Itamaraju.

Bacia do Paranapanema – Paraná e São Paulo
Na terça-feira, 20, a secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná (SEMA/PR) promoveu uma reunião com o Grupo de Trabalho para a elaboração do plano de gestão integrada e preservação da Bacia do Rio Paranapanema. Participaram representantes das secretarias do meio ambiente dos estados do Paraná e São Paulo.
O Rio Paranapanema é de responsabilidade da União e passa por 267 municípios, 141 deles estão no Paraná. Aproximadamente 4 milhões de habitantes residem nas proximidades da bacia, sendo 62% paranaenses. Muitos deles exercem atividades profissionais relacionadas às bacia. Durante o encontro foi elaborada uma minuta de protocolo de troca de informações entre União e Estados.
Fonte: INGÁ

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Conheça nossos Biomas

O Mapa de Biomas do Brasil, resultado de uma parceria entre o IBGE e o Ministério do Meio Ambiente (MMA), mostra que o Bioma Amazônia e o Bioma Pantanal ocupam juntos mais de metade do território brasileiro. O Mapa de Vegetação do Brasil reconstitui com mais detalhes a provável situação da vegetação na época do descobrimento. Em tamanho mural e escala de um para cinco milhões, os dois mapas são lançados em comemoração ao Dia Mundial da Biodiversidade (22 de maio).

O bioma continental brasileiro de maior extensão, a Amazônia, e o de menor extensão, o Pantanal, ocupam juntos mais de metade do Brasil: o Bioma Amazônia, com 49,29%, e o Bioma Pantanal, com 1,76% do território brasileiro. Mapeados pela primeira vez, os seis biomas continentais brasileiros - Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa - são apresentados no Mapa de Biomas do Brasil (1: 5.000.000), resultado da parceria entre o IBGE e o Ministério do Meio Ambiente (MMA). Assim como o Mapa de Vegetação do Brasil (1: 5.000.000) 2004, que lhe serviu de referência, o Mapa de Biomas do Brasil se junta à série "Mapas Murais" do IBGE, que inclui outros temas como relevo, solos, geologia, unidades de conservação federais, fauna e flora.

BIOMAS CONTINENTAS BRASILEIROS

ÁREA APROXIMADA (KM2)

ÁREA TOTAL BRASIL

Bioma AMAZONIA

4.196.943

49,29%

Bioma CERRADO

2.036.448

23,92%

Bioma MATA ATLANTICA

1.110.182

13,04%

Bioma CAATINGA

844.453

9,92%

Bioma PAMPA

176.496

2,07%

Bioma PANTANAL

150.355

1,76%

Área total do Brasil

8.514.877

100%

Iremos postar diariamente cada bioma em nosso blog, acompanhe.

Fonte: IBGE

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Consumo de água contaminada já deixou 10 mil doentes, diz Anvisa

Dados divulgados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que o consumo de água contaminada no país já provocou doenças em cerca de 10 mil brasileiros, entre 1999 e 2008. Os números do Ministério da Saúde apontam, ainda que, na maioria dos casos, a contração de doenças pelo consumo de água ocorre dentro das residências.

Para a Anvisa, esses índices epidemiológicos revelam a necessidade de utilizar água tratada e ingredientes seguros no preparo de alimentos. “Muitas vezes, a população não toma cuidado com as condições de limpeza das caixas d’água, por exemplo, e isso se torna um fator de risco para a contaminação de alimentos”, argumenta a diretora da Anvisa, Maria Cecília Brito.

Outro ponto que preocupa, segundo a Anvisa, é a forma como o brasileiro faz a compra de alimentos. É preciso verificar se o supermercado ou estabelecimento comercial apresenta condições adequadas de conservação dos alimentos oferecidos. “Para escolher esses estabelecimentos, não utilize apenas critérios como a proximidade do domicílio e o preço dos produtos, verifique também a limpeza e organização do ambiente”, orienta Maria Cecília.

O consumidor também deve checar se refrigerador ou congelador do estabelecimento tem um termômetro para controle da temperatura. Os alimentos congelados e refrigerados devem estar armazenados sob temperatura recomendada pelo fabricante.

“Siga a ordem correta de compra dos alimentos: primeiro, os produtos não-comestíveis, como utensílios e materiais de limpeza; segundo, os alimentos não-perecíveis e depois os perecíveis, como carnes e outros produtos conservados sob refrigeração”, complementa a diretora da Anvisa.

O consumidor também deve se organizar para que o tempo entre a compra dos alimentos perecíveis e seu armazenamento no domicílio não ultrapasse duas horas.

Fonte: Ambioentebrasil

domingo, 18 de outubro de 2009

SAUDE PREVENÇÂO É SEMPRE BOM

Osteoporose, de acordo com a sociedade Brasileira de Densitometria clínica, cerca de 200 mil pessoas morrem, anualmente, em recorrência das fraturas
provocadas pela osteoporose. De acordo com o médico Hélio Cruz, o diagnóstico da osteoporose é realizado pela Densitometria Óssea, um exame indolor, e simples
e rápido que avalia a densidade dos ossos. "A prevenção é o caminho".
Ele lembrou, hoje é o dia de combate á doença responsável pelo enfraquecimento ósseo. Cuide bem da sua saúde. O Movimento Água è Vida está sempre na luta
pela Água Meio Ambiente e da Saúde Pública.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Lula: são contrários às obras do São Francisco os que não sofrem com falta d'água

Em visita às obras de integração e revitalização do Rio São Francisco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez hoje (15) críticas aos que se opõem ao projeto. Segundo ele, é muito fácil para quem não sofre com a falta de água ser contrário à medida.

“Ser contra lá na Tijuca, no Rio de Janeiro, na Avenida Paulista é fácil. Eu sou contra depois abro a geladeira e abro uma água Perrier [marca de água francesa] geladinha. Agora, vem pra carregar uma lata de água na cabeça com caramujo e tudo para depois tirar com uma canequinha uma água barrenta para beber”, disse em entrevista coletiva à emissoras de rádio no município de Sertânia, em Pernambuco.

Lula criticou também governadores que no passado deixaram que as margens do rio fossem desmatadas para que madeira fosse usada na produção de carvão. “As pessoas desmataram tudo para fazer carvão e nunca nenhum governador se importou com isso.”

Daqui pra frente, o presidente disse que irá fiscalizar muito mais as obras do Rio São Francisco para que parte delas seja inaugurada ainda em 2010. “O porco engorda é com os olhos do dono”, brincou Lula.

A exemplo do que tem dito em discursos e entrevistas, Lula mais uma vez criticou as estruturas de fiscalização que paralisam obras resultando em atraso e encarecimento do projeto. Segundo ele, o país tem hoje uma estrutura de fiscalização maior do que a de execução.

Durante a entrevista o presidente também falou de economia e destacou a geração de empregos no Brasil, fazendo referência aos dados divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho que mostram que em setembro foram criados 252 mil empregos com carteira assinada no Brasil.

“Vamos terminar o ano com mais de 1 milhão de empregos gerados, o que é um fato inusitado em um mundo que está em crise. Nos Estados Unidos o presidente Barack Obama está festejando o fato de que o desemprego caiu de 400 mil para 200 mil.”

(Fonte: Yara Aquino / Agência Brasil)

Consumidor aceita desafio contra uso das sacolas plásticas

No Dia do Consumidor Consciente, a professora Neusa Santos e a família Bellot aceitaram o desafio do Ministério do Meio Ambiente (MMA) de "Um Dia Sem Sacola Plástica" e deram o exemplo: trocaram as sacolas plásticas pelas retornáveis para transportar as compras de supermercado.

A "vovó doida" Neusa - como é apelidada pelos netos - garante que sempre usa as sacolas de pano para as compras grandes e Cristovão Bellot e a filha Márcia não só usam as ecobags como ainda estimulam a reciclagem de lixo no condomínio onde moram em Nova Ipanema, no Rio de Janeiro, contribuindo para que os funcionários da limpeza - responsáveis pela separação dos resíduos - sejam recompensados mensalmente com cestas básicas.

Durante a coletiva de divulgação do Dia Sem Sacolas Plásticas, realizada no Rio de Janeiro, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, alertou que apenas 1% das sacolas são reaproveitadas, enquanto são consumidas diariamente 36 milhões da embalagem no Brasil. Além disso, destacou que somente 3% dos domicílios brasileiros separam o lixo. Para o ministro, são números que mostram a necessidade de estimular o consumidor a repensar seus hábitos e a adotar atitudes de consumo mais conscientes.

Minc ressaltou que o consumo consciente já existe, como o selo Procel de economia de energia de geladeiras e a Nota Verde de emissões de poluentes veiculares - ambos mecanismos que permitem ao consumidor optar por produtos com melhores níveis de eficiência energética, proporcionando economia e preservação do meio ambiente - e acredita que o mesmo raciocínio vale para as sacolas plásticas, pois o poder do consumidor está influenciando a gestão das empresas, a exemplo do que aconteceu com o boicote de grandes redes de supermercados à carne oriunda de pecuária em área de desmatamento.

O ministro ressaltou que, na questão das sacolas plásticas, o consumo consciente é uma das frentes que deve ser trabalhada para enfrentar o prejuízo ambiental. Outra seria com a indústria, com a produção de sacolas resistentes e também com o reaproveitamento e transformação do material em produtos para construção. Para estimular essa produção, em outra frente de atuação, Minc garantiu que o Governo Federal está com proposta de reduzir impostos sobre produtos reciclados, primeiro o tributo sobre produtos industrializados, o IPI, e depois o sobre mercadorias e serviços, o ICMS.

Em contrapartida, a gestão dos resíduos e o trabalho das cooperativas, bem como as parcerias com a iniciativa privada e os varejistas são as formas de promover a sustentabilidade social e o consumo consciente. "Mais do que usar sacola plástica para acondicionar o lixo, precisamos é separar os resíduos, gerando emprego e renda. O lixo é a matéria-prima fora do lugar", acrescentou.

Durante a coletiva, a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Samyra Crespo, disse que o objetivo do Ministério não é "travar uma guerra santa contra as sacolinhas, mas mostrar como um produto aparentemente inofensivo esconde uma tragédia ambiental se não for consumido com consciência".

Consumidor internauta - Para reforçar a comunicação do tema com a sociedade e difundir a campanha "Saco é um Saco" entre formadores de opinião e internautas em geral à campanha, o MMA, em parceria com o Carrefour, aproveitou a oportunidade para lançar a estratégia de internet da campanha, com o hotsite www.sacoeumsaco.com.br e as ações articuladas nas redes sociais, como Orkut, Twitter, Facebook e Youtube.

Para o presidente do Carrefour, Jean-Marc Pueyo, e para o diretor de Sustentabilidade da rede de supermercados, Paulo Pianez, aderir à campanha do Ministério é mais uma ação de conscientização ambiental da empresa, que busca tanto à formação do pessoal em suas lojas quanto à multiplicação social com práticas ambientais junto aos seus clientes.

Também participaram da coletiva, a secretária do Ambiente do Rio de Janeiro, Marilene Ramos, e a representante do Instituto Akatu, Heloísa Mello

Fonte: MMA

Lula comemora geração de empregos em obras do São Francisco

Ao se encontrar hoje (15) com trabalhadores do projeto de integração e revitalização do Rio São Francisco em Sertânia, município de Pernambuco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou as contratações em mais de um turno de trabalho feitas por empresas nas obras do São Francisco.

Ele lembrou que esse foi um pedido feito por ele e pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, para gerar empregos no Brasil no auge da crise financeira mundial.

“Decidimos que para enfrentar a crise tínhamos que fazer mais investimentos e convencer que a obras do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] fossem contratadas com dois ou três turnos. Queríamos com isso não só fazer a obra mais rápido, mas gerar emprego”, disse.

O presidente lembrou a resistência de dom Luiz Cappio, bispo de Barra, cidade baiana que Lula visitou ontem (14), ao projeto de integração e revitalização do São Francisco e afirmou que é preciso ter consciência da realidade de seca enfrentada pelo povo nordestino.

“Teve até um bispo que fez greve de fome par que não fizéssemos essa obra, de vez em quando aparece um movimento em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Salvador. Na verdade, eles não têm conhecimento do bem que essas obras estão fazendo. Não quero que a gente mate um passarinho, um calango, uma cobra, agora, não posso deixar o povo pobre morrer de sede.”

Desde ontem o presidente Lula vistoria obras do projeto do São Francisco e se encontra com trabalhadores.

(Fonte: Yara Aquino / Agência Brasil)

MMA disponibiliza recursos para planos de resíduos sólidos

A Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SHRU) está disponibilizando aos estados recursos orçamentários de 2009 para que possam fazer estudos de regionalização a fim de implantarem seus consórcios intermunicipais e realizarem seus planos de gestão integrada de resíduos sólidos urbanos. Até o momento, 16 estados brasileiros já realizaram seus planos de gestão.Em reunião nesta quinta-feira (15/10) com representantes do Amazonas e de Rondônia foi anunciado que para estes estados estão previstos recursos da ordem de R$ 700 mil e R$ 400 mil respectivamente para os estudos de regionalização. No Amazonas, que possui 62 municípios, a proposta é fazer o estudo de regionalização na região Metropolitana de Manaus, composta de cerca de 10 municípios. Em Rondônia, onde ainda não existe área prioritária definida, a proposta é fazer o estudo para o estado.

O diretor de Ambiente Urbano da SHRU, Silvano Silvério, disse que a linha de ação do Ministério do Meio Ambiente para 2010 é a de apoiar a realização de estudos de regionalização para os estados que ainda não firmaram convênio, mesmo com dados secundários, e depois formalizar os consórcios. De acordo com ele, o estudo de regionalização é de fundamental importância, pois o fato de os municípios estarem distantes um dos outros, não inviabiliza a formação de consórcio. "Pelo contrário, eles podem se ajudar tecnicamente porque o consórcio não é apenas para o transporte de resíduos", explicou.

Presente à reunião, a gerente de projetos do Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA), Ana Beatriz de Oliveira, informou que o Fundo fará uma consulta aos conselheiros para saber das chances de o FNMA apoiar no próximo ano, por meio de edital, os estados que já tenham elaborado seus estudos de regionalização e também formalizado seus consórcios.

(Fonte: Suelene Gusmão / MMA

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

CBH PARAGUAÇU RENOVA CONSELHO

Nessa quarta-feira (14), ocorreu no módulo ll da UEFS a plenária eleitoral da sociedade civil organizada, sindicatos rurais
associações, comunidades tradicionais, quilombolas, indígenas,ONGs, ambientalistas da Chapada
Diamantina, do médio e do baixo Paraguaçu.
Na oportunidade foram eleitos, para fazerem parte do conselho da bacia hidrografica do Rio
Paraguaçu para o próximo periódo. O complemento do conselho serão eleitos em uma outra
plenária, com representantes de outro segmento. A posse do novo conselho está marcada para
os dias 20 e 21 de novembro próximo.
O Movimento Àgua é Vida está representado pelo um membro titular no CBH Paraguaçu.

Brasil é 3º país em número de projetos de corte de CO2

O Brasil é o terceiro país do mundo em número total de projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), atrás somente da China e da Índia. Os projetos são uma forma de reduzir as emissões de gases do efeito estufa, que provocam o aquecimento global, em países em desenvolvimento. O corte de emissões ocorre, por exemplo, com a implantação de tecnologias mais limpas ou a substituição de combustível poluente por outro menos sujo.Os projetos fazem parte dos mecanismos de flexibilização previstos pelo Protocolo de Kyoto para que os países industrializados atinjam suas metas de redução de emissões de gases do efeito estufa e para que nações emergentes sejam incentivadas a serem mais sustentáveis.Isso ocorre porque a diminuição das emissões pelos projetos cria a Redução Certificada de Emissões (RCE), espécie de títulos que podem ser comercializados no mercado global. Como os países industrializados precisam cortar cerca de 5% de suas emissões de gases-estufa até 2012, eles podem adquirir esses títulos para auxiliar no cumprimento de suas metas.Até agora, existem 5.430 projetos de MDL no mundo. Desse total, o Brasil responde por 417 (8%). A China e a Índia estão na frente, com 37% e 27%, respectivamente. E atrás do Brasil estão México (4%) e Malásia (3%).
Em relação ao potencial de redução de emissão com os projetos, o Brasil também é o terceiro (6%). A China tem sozinha quase metade dos cortes de gases-estufa (48%). Segundo José Miguez, coordenador-geral de Mudanças Globais de Clima do Ministério da Ciência e Tecnologia, isso ocorre porque os chineses usam muito carvão em sua indústria e para produção de energia, e sua substituição reduz as emissões.
(Fonte: O Estado de S. Paulo)