quinta-feira, 10 de junho de 2010

A preservação deve começar em âmbito local

No ano internacional da biodiversidade, temos falado muito sobre este tema, porem pouca coisa temos colocado em pratica, até entendemos que falar é fácil, fazer é outra pois necessitamos mudar  algumas atidudes através da nossa sensibilização através da educação ambiental que começa em nossa casa, nosso trabalho, na comunidade emfim em qualquer espaço somos chamado a preservar a natureza, em nossos pequenos atos podemos colaborar com a  preservação ambiental.
As vezes compamos muito os governos e não fazemos nossa parte, ninguem é culpado, todos nos somos responsáveis pelo planeta em que vivemos.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Diagnóstico de degradação de lagoas por estudantes da FTC

O mundo inteiro festejou, em 5 de junho, o Dia do Meio Ambiente. Mas em Feira de Santana há pouco o que se comemorar. Na realidade, o que existe mesmo é uma grande quantidade de situações de degradação ambiental, como a que foi flagrada por um grupo de alunos e professores do curso de Engenharia Ambiental da FTC Feira, na área de entorno das lagoas Salgada e do Subaé.
A visita foi uma atividade da disciplina Microbiologia Ambiental, ministrada pelo professor Robinson Moresca de Andrade, que acompanhou os estudantes, juntamente com o diretor da Fundação Santo Antônio, frei José Monteiro Sobrinho, e lideranças comunitárias. Uma das principais causas da agressão ao meio ambiente é a retirada de água e argila das lagoas.
“Nas duas localidades foram constatadas situações que caracterizam degradação ambiental, como depósito de lixo e desova de material de construção”, afirmou o professor Robinson. No caso específico da lagoa Salgada, ele citou ainda o caso das olarias, que retiram argila do fundo da mesma, “o que influencia diretamente no clima da cidade”, conforme frisou.
O professor lembrou que o problema foi verificado no ano passado e feito um relatório indicando o comprometimento da lagoa, mas as olarias permanecem ativas, o que significa que nenhuma providência foi tomada. Ainda na lagoa Salgada, o grupo constatou que estão sendo construídas casas residenciais em áreas cada vez mais próximas, praticamente invadindo a lagoa.
A situação na lagoa do Subaé não é muito diferente. Só que nesse caso há os estragos causados por uma rede de esgotamento sanitário que passa por dentro da Escola Municipal Luciano Ribeiro, percorre ruas a céu aberto e deságua na lagoa. A partir de informações de moradores, os estudantes verificaram que o esgoto é proveniente de residências localizadas no fundo da escola.
O mau cheiro exalado aponta, de longe, a gravidade do problema. É que a rede de esgoto esbarrou no muro da escola, que foi furado para dar passagem às águas fétidas pela área interna do fundo do prédio, contou a aluna Daniela Santos, alertando para outra questão igualmente grave: a canalização dos esgotos está passando muito próximo. “A tubulação passa praticamente dentro da lagoa”, denunciou.
O aluno Sérgio Aras considerou lamentável a situação, principalmente pelo fato da visita ter ocorrido próximo ao Dia Mundial do Meio Ambiente. “É uma prova de que não temos mesmo o que comemorar”, disse o ambientalista, que também atua na Secretaria de Meio Ambiente. Ele defendeu que a ação da faculdade sirva como alerta e reflexão “sobre a destruição do meio em que vivemos”.
(Com informações de Madalena de Jesus e Socorro Pitombo, da Assessoria de Comunicação FTC/FSA)

Relatório propõe reduzir proteção às florestas

O relatório apresentado nesta terça (8) pelo deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) sobre mudanças no Código Florestal propõe que propriedades rurais com área inferior a quatro módulos fiscais (no caso da Amazônia, 400 hectares) sejam dispensadas de reserva legal.

A reserva legal é a porção de floresta de cada imóvel rural que deve ser poupada do corte raso. Parlamentares ruralistas se opõem a ela, por considerarem que ela tira espaço da produção agropecuária.

A proposta mantém o limite de reserva legal em 80% para as áreas de floresta na Amazônia.

A proposta de Aldo para alterar a lei que protege as florestas do Brasil também inclui reduzir as áreas de preservação permamente (matas ciliares) de 30 metros para 15 metros em rios com menos de cinco metros de largura e exclui os topos de morro dessa categoria de proteção.

Cientistas dizem que as áreas de preservação permanente, ou APPs, são cruciais para a manutenção da biodiversidade e de serviços ambientais, e que tentar reduzi-las é um retrocesso. Informações da Folha.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Arquidiocese Realiza o 4º Mutirão da Comunicação Ambiental

Aconteceu nesta terça-feria mais uma reunião em preparação ao 4º mutirão da comunicação ambiental, que será realizado pela Arquidiocese de Feira de santana em parceria com o MAV, o evento acontece nos dias 15,16 e 17 de outubro do corrente ano, no Centro Comunitário Ederval Fernandes Falção localizado no bairro Baraunas
O tema do do mutirão será: Comunicação a Serviço da Vida, que terá a seguinte programação:
dia 15/10, as 19.hs abertura com uma palestra ambiental
dia 16/10, termos 5 oficinas sendo elas: comunicação e o meio ambiente, comunicação na liturgia, secretaria como local de acolhida, pascons paroquiais e o jornal impresso e escutar para comunicar.
dia 17/10, teremos dois paineis sendo um sobre a CF campanha da fraternidade de 2011 com o tema “Fraternidade e a vida no planeta” e o outro econômia e responsabilidade social.
estiveram presente nesta reunião pela Arquidiocese a secretária Gil, o Pe. João e a Ir. Maria do Carmo e pelo MAV Carlos, Vivaldo e Novaldo.
Ficando a proxima reunião para o dias 17 do corrente mês.

Amazônia perdeu 103 km² de florestas no último bimestre

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou nesta segunda-feira (7) os dados de desmatamento dos meses de março e abril de 2010.  Segundo o Sistema Deter, foram desmatados 103,5 km² de florestas na Amazônia durante esse bimestre.
A quantidade registrada foi praticamente igual nos dois meses: 51,79 km² em março, e 51,71 km² abril.  Pouco mais da metade da Amazônia (57%) estava coberta por nuvens, e não pode ser monitorada.
O desmatamento detectado foi maior do que o dos mesmos meses de 2009, quando o Inpe registrou 17 km² em março e 36 km² em abril.  Entretanto, isso não quer dizer, necessariamente, que o desmatamento aumentou, já que naqueles meses a cobertura de nuvens chegou a 88%.
O Estado que apresentou a maior quantidade de florestas desmatadas foi Mato Grosso: foram 76,4 km² nos dois meses.  O principal foco foi município de Sinop, com 47 km² de desmatamento.  O Inpe detectou apenas 17,7 km² no Pará, Estado que foi o que mais desmatou no ano passado.  Isso acontece porque a maior parte do Pará estava coberta por nuvens.
No acumulado do ano do desmatamento – período de agosto de 2009 a abril de 2010 – o Deter apontou 1.475 km2 de desmatamento, o que indica uma redução no desmate de aproximadamente 52%, se compararmos com o mesmo período no ano anterior.
Fonte: ambientebrasil

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Até Uma Manga Faz a Diferença

Você sabia que a escolha de uma manga pode ajudar ou piorar a situação do meio ambiente? Além de evitar o desperdíçio doméstico,o ambientalista Washington Novaes,diz que é necessário optar por produtos sustentaveis. De acordo com ele, a manga vendida em supermercados,conhacida como Palmer,consome 200 litros de água,desde a plantação até chegar a mesa do consumidor."A água do rio,que é usada para á irrigar a plantação desta manga,ou evapora ou volta para o solo,cheia de produtos químicos. Já a manga espada,é regada com a água da chuva e ainda é mais barata compara. O presidente da rede de profissionais solidários pela cidadania,Débora Nunes,propõe uma reflexão para quem está disposto a consumir de forma conciênte. Antes de sair por aí seguindo algumas das trilhões de dicas de preservação do meio ambiente,é fundamental se perguntar se você está fazendo a sua parte para com o planêta? Para aqueles que não fazem nada porque acham que não vão conseguir mudar sozinho,ela dá um conselho:"Cada um é responsavel pela vida que tem na Terra. Se cada um fizer sua parte,todos acabam ajudando o meio ambiente. Agora,a conciência só acontece na prática. Sugerimos á socializar essas práticas,com certeza estamos contribuindo realmente.

Primeiro Batalhão de Policia Militar Realiza Seminário

O Núcleo de estudos e policiamento de proteção ambiental,ocorreu nessa segunda feira 7 de junho-Local auditório do módulo II da UEFS, o I-seminário da biodiversidade de Feira de Santana. Foi apresentado no seminário a importancia da policia militar, para manutenção da biodiversidade, e a responsabilidade de cuidar do planêta em que vivemos depende de todos nós.Inicio as 9;00h com a palestra do Major da  PM, Deraldo Antonio Moraes da Silva Comandaante da COPPA de Lençóes, Mestre em Desenvolvimento Sustentavel,especialista em Educação Ambiental e professor da UNEB- Tema:A proteção da biodiversidade á luz da legislação ambiental. Dando sequéncia o palestrante-Frei José Monteiro Sobrinho: Ambientalista de notória relevância e diretor da rede baiana de rádio: Desenvolveu o tema-Os impáctos causado pela ação humana na biodiversidade local. No período da tarde:  O Cap PM, Moisés Brandão Carvalho, do núcleo de estudos ambientais da COPPA de Salvador, especialista em Educação e em Gestão,  Auditoria Ambiental;,Especialidade em policiamento Ambiental-Tema-Operações,policiais militares de prevervação á biodiversidade no estado da Bahia. Finalizando o seminário com a palestra do Dr. Julio Rocha;Doutor em direito Ambiental e professor da UEFS-Tema: Os fundamentos do direito ambiental. Lembre-se 2010 é o ano Mundial da Biodiversidade.
O MAV, esteve presente pois entende que é momento de somarmos forças em favor do meio ambiente.

domingo, 6 de junho de 2010

Vazamento de óleo ameaça fauna e turismo no golfo do México

O apocalipse para a vida selvagem na costa do golfo do México que todos temiam por semanas está se tornando rapidamente uma terrível realidade.

Pelicanos lutavam para se livrar da camada de óleo que se acumula na água, enquanto outros esticam, sem utilidade, suas asas cobertas do produto. Pássaros e golfinhos mortos cobrem as águas, enquanto conchas que costumavam ter um brilho perolado nos meses de junho estão pintadas de vermelho.

Cenas como essas podem ser vistas por diversos quilômetros da costa neste sábado, quase sete semanas depois da explosão de uma plataforma da BP (British Petroleum) que despejou milhares de litros de petróleo no mar.

"Essas águas são meu jardim, minha vida", afirmou o capitão Dave Marino, um bombeiro e guia de pesca de Myrtle Grove. "Eu não quero dizer que é de partir o coração, porque isso já foi dito. É um pesadelo. Parece que vai haver onda após onda disso e ninguém pode evitar."

O óleo se espalhou pelo leste, ainda mais rapidamente nos últimos dias, mesmo depois que um dispositivo de contenção posicionado pela BP começou a coletar parte do óleo. O dispositivo, que lembra um funil, capturou cerca de 252 mil galões de petróleo, de acordo com a Guarda Costeira.

Se as estimativas prévias estão corretas, isso significa que até agora ele captou entre um quarto e metade do vazamento diário do duto. Mas isso representa apenas uma pequena fração dos entre 24 milhões e 47 milhões de galões que o governo estima terem vazado no golfo do México desde a explosão de 20 de abril, que matou 11 trabalhadores.

Thad Allen, administrador da Guarda Costeira e responsável por lidar com a crise, disse que o objetivo é aumentar gradualmente o volume de óleo a ser capturado. Técnicos da BP estão tentando capturar o máximo de óleo possível sem criar muita pressão ou permitir a criação de hidratos semelhantes ao gelo, que se formam quando a água e o gás natural se combinam em pressões muito altas e baixas temperaturas.

O presidente americano, Barack Obama, prometeu neste sábado usar "todos os recursos" a seu alcance para ajudar os afetados no golfo do México a se recuperarem da pior catástrofe ecológica da história do país.
"Continuaremos avaliando todos os recursos a nossa diposição para proteger a costa, limpando o petróleo, fazendo a BP e outras empresas pagarem pela responsabilidade nos danos, recuperando a beleza desta região e ajudando os trabalhadores do golfo do México a reconstuírem suas empresas", disse Obama em seu programa semanal de rádio, falando de Grand Isle, comunidade da Louisiana.

Mas suas afirmações oferecem consolo limitado às pessoas que vivem e trabalham no litoral de quatro Estados --Louisiana, Mississippi, Alabama e Flórida-- que agora se confrontam com o vazamento.

O governador do Alabama Bob Riley e Allen se reuniram por mais de uma hora neste sábado, concordando com um novo plano que aumentaria significativamente a proteção na costa do Estado. Riley afirmou que as barreiras precisam estar de pé em poucos dias para que esteja satisfeito. Allen, por sua vez, respondeu que precisava reportar os avanços a Obama antes de confirmar mais detalhes do acordo.

O óleo está aparecendo bem no começo da lucrativa temporada de turismo, e os banhistas que foram às prais da região não conseguiram escapar dele.

"Isso me deixa doente", afirma Rebecca Thomasson, da cidade de Knoxville, com suas pernas e pés cobertos de óleo. "Nós estávamos na Flórida antes, e estava ruim por lá, mas nada comparado a isso."

Depois de seis semanas com entre um e quatro pássaros por dia chegando ao centro de resgate em Louisiana, 53 deles chegaram na quinta-feira e 13 na manhã de sexta, com mais a caminho. As autoridades federais afirmam que 792 pássaros, tartarugas marinhas, golfinhos e outros animais mortos foram coletados no golfo do México.

Ainda assim, os cientistas afirmam que o índice de animais mortos continua relativamente modesto, bem abaixo das dzenas de milhares de pássaros e outras criaturas mortas após um vazamento da Exxon no Alasca. Os números permanecem comparativamente baixos porque a plataforma da BP estava a cerca de 80 quilômetros da costa e a maior parte do óleo ficou no mar aberto. No caso da Exxon, o vazamento ocorreu bem perto da terra.

Especialistas afirmam que as águas do golfo, que possuem uma variedade enorme de espécies, poderiam se transformam em campos de morte, mas que isso poderia levar meses ou anos e ficar fora de vista. O dano poderia ser ainda maior abaixo da superfície, onde o óleo poderia devastar comunidades de zooplanctôn e de pequenos invertebrados na base da cadeia alimentar aquática.

"As pessoas tendem naturalmente a se concentrar em coisas mais evidentes, como pássaros cobertos de óleo, mas na minha opinião os impactos no habitát dos peixes será muito mais severo", afirma Rich Ambrose, diretor do programa de Engenharia e Ciência Ambiental da UCLA.

Ecologistas chilenos realizam mobilização contra "projetos destrutivos"

Os ecologistas, estudantes e organizações sociais chilenas convocaram uma mobilização para "deter os projetos destrutivos" como as represas, as termoelétricas e as fábricas de celulose, no centro de Santiago, neste sábado.

Representantes de diferentes conflitos meio ambientais do Chile se reuniram primeiro na Praça da Cidadania, e dali marcharam até a Praça Brasil onde entregaram sua mensagem e apelaram para mobilizações em um ato cultural.

Para o presidente da ONG Ecosistemas e coordenador internacional da campanha Patagônia sem Represas, Juan Pablo Orrego, esta atividade representa uma resposta transversal à alarmante situação de degradação ecológica vivida pelo mundo.

Orrego disse à agência Efe que esta atividade é observada como um marco no Chile, já que na sua opinião se uniram hoje muitas causas, todas com o eixo principal na preservação do meio ambiente. Informações da Folha.

sábado, 5 de junho de 2010

Semana Do Meio Ambiente Com Atividades Intensa

Começou na última terça feira 2 no espaço Marcus Moraes, quando a caravana Ecológica prestou homenagem ao artista plastico, professor e diretor teatral, falecido a pouco tempo, Marcus Moráes, na oportunidade duas árvores foi plantada no local, e será cuidada pela familia do homenageado. Mais uma árvore foi plantada no local, que será cuidada por um comerciante estabelicido próximo.A caravana ecológica é um projeto do DPEA, da secretaria municipal do meio ambiente, e das entidades ambientalistas, MAV, SOS Rio Paraguaçú, Assoc.Ecológica Burití, IHEF, SESC, Femsa, AFA, Primeiro Batalhão da PM, INGÀ, EEA/UEFS, FTC, EMBASA e Prefeitura de Feira de Santana-cidade princesa, e Guardilhões do Meio Ambiente. A caravana durante todo dia 2 visitou 12 bairros, a bordo de um onibus, com 45 pessoas, animada pelo carro de som, visando sensibilizar a população sobre a necessidade dela participar coletivamente em defesa do meio ambiente. Em cada bairro foram plantada árvores que serão cuidada por morador ou moradores da rua ou praça. A semana do meio ambiente prosegue com palestras em escolas, hoje 5 teve atividade com alunos do pró-jovem no museu parque do saber,até o dia 11 outras atividades sócio ambiental serão realizadas em escolas e peça no teatro CUCA.

Dia Mundial do Meio Ambiente


O Dia Mundial do Meio Ambiente foi criado pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas - ONU, de 1972, para marcar a abertura da 1a Conferência Mundial de Meio Ambiente, em Estocolmo, na Suécia.
Neste mês de Junho dia 05 comemora-se o dia do Meio Ambiente, porém sem motivos para comemorarmos usamos o mesmo para repudiar os tipos de violência que ocorre sobre o Meio Ambiente. E quando falamos de Meio ambiente estamos nos referindo a todos os seres que nele habitat, principalmente seu maior predador, o homem. Cada cidadão consciente da importância do Meio ambiente tem dever de lutar contra todos os tipos de arbitrariedade praticadas contra o mesmo.
O MAV e outras entidades em parcerias com a secretaria municipal de meio esta realizando diversas atividades ambientais buscando sensibilizar as pessoas da importância de preservar o planeta.
Ninguém é culpado porem todos é responsável para salvarmos o planeta,  somos todos convidados a fazermos uma reflexão e nos questionarmos o que estou fazendo? Para contribuir com a preservação ambiental?

sexta-feira, 4 de junho de 2010

CCJ admite PEC que inclui meio ambiente entre direitos fundamentais

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou na terça-feira (1º) a admissibilidadeExame preliminar feito pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania sobre a constitucionalidade de uma proposta de emenda à Constituição (PEC). A CCJ examina se a proposta fere uma cláusula pétrea da Constituição, se está redigida de acordo com a técnica correta e não fere princípios orçamentários. Se for aprovada nessa fase, a proposta será encaminhada a uma comissão especial que será criada especificamente para analisá-la. Se for considerada inconstitucional, a proposta será arquivada. da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 455/10, que inclui o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado na lista dos direitos fundamentais dos brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil. O relator, deputado Leo Alcântara (PR-CE), apresentou parecer favorável à PEC.
Atualmente, a Constituição classifica como fundamentais, em seu artigo 5º, os direitos à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.
A Constituição já garante, no artigo 225, o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Segundo esse artigo, o meio ambiente é um bem de uso comum do povo e essencial à qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo.
Para o autor da PEC 455/10, deputado Roberto Rocha (PSDB-MA), a inclusão do direito ao meio ambiente no texto constitucional, da forma como está atualmente, foi “equivocada". Ele considera que o princípio deve estar entre os direitos fundamentais da Constituição. O parlamentar lembra que “a fundamentalidade desse direito já é reconhecida consensualmente pela jurisprudência constitucional”.
Roberto Rocha cita como exemplo decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 101, sobre a importação de pneus usados, na qual o meio ambiente ecologicamente equilibrado é considerado um direito fundamental.

Fonte: Agência Câmara

Aumento de incêndios florestais na Amazônia preocupa cientistas

A taxa de desmatamento na Amazônia diminuiu, mas o aumento dos incêndios florestais poderia anular os benefícios dessa queda, segundo um artigo publicado nesta quinta pela revista “Science”.

O estudo foi realizado pelos pesquisadores Luiz E.O.C. Aragão, da Universidade de Exeter no Reino Unido, e Yosio E. Shimabukuro, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São Paulo, que usaram imagens de satélites para observar a Floresta Amazônica de 1998 a 2007.

“A redução das emissões procedentes do desmatamento e a degradação podem limitar as emissões de carbono, mas pouco se sabe sobre as consequências dos incêndios”, afirma o artigo.

“A análise de dados recolhidos por satélites sobre o desmatamento e os incêndios na Amazônia indicam que a ocorrência de queimadas cresceu 59% na região que teve menores taxas de desmatamento”, acrescentaram os pesquisadores.

A redução das emissões procedentes do desmatamento e a degradação podem limitar as emissões de carbono, explicaram os cientistas, mas a eficácia do mecanismo “depende da estabilização do desmatamento e da degradação na maior floresta tropical do mundo”.

Até 2004, a perda anual de áreas florestais chegava a mais de 27 mil quilômetros quadrados, mas desde então o ritmo de desmatamento foi diminuindo e em 2009 se calculava uma perda de pouco mais de 7,4 mil quilômetros quadrados.

Os pesquisadores observaram que a perda de arborização resulta na emissão à atmosfera de 24% de todas as emissões mundiais de carbono procedentes da mudança na cobertura florestal da terra.

Os esforços para reduzir o desmatamento e a degradação dos solos, que incluem incentivos financeiros, poderiam falhar em suas metas, a menos que os habitantes da Amazônia adotem uma política organizada para lidar com os incêndios, defendem Aragão e Shimabukuro.

Os pesquisadores sugerem que a adoção de técnicas modernas de agricultura, ao invés vez das tradicionais queima e poda, poderia diminuir o número de incêndios e consequentemente as emissões de dióxido de carbono em nível mundial. (Fonte: Folha.com)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Coleta seletiva será obrigatória em shoppings

Agora é obrigatória a disponibilização de recipientes para coleta seletiva em todos os setores dos shoppings centers com mais de 40 estabelecimentos comerciais. De acordo com a Lei Nº 7.865, sancionada pelo prefeito João Henrique e publicada no Diário Oficial do Município (DOM) na terça-feira (1), os estabelecimentos devem dispor de contêineres para pelo menos cinco tipos de materiais como papel, vidro, plástico, metal e resíduos gerais não recicláveis.

Através da lei, a prefeitura chama a atenção dos cidadãos e empresários para a responsabilidade da preservação, especialmente no momento em que o mundo celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente, no sábado (5).

Para o cumprimento da nova norma municipal, os shoppings devem implantar lixeiras coloridas, ordenadas uma ao lado da outra, de maneira acessível, formando conjunto de acordo com os tipos de resíduo. A cada conjunto de lixeira deverá haver placa explicativa sobre o seu uso e significado das cores, inclusive em braille, e devem ser instaladas em local de fácil acesso para portadores de necessidades especiais.

Essas especificações seguem as determinações da Resolução Nº 275/2001 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Ainda, é imprescindível o recolhimento periódico dos resíduos coletados e envio para locais adequados que garantam a reciclagem.

Os shoppings têm até outubro para se adaptarem às determinações. Passado esse prazo, o estabelecimento que não estiver dentro do rigor legal ficará sujeito à aplicação de multa no valor de R$ 10 mil, dobrada em caso de reincidência. A fiscalização do cumprimento da norma ficará a cargo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente (Sedham).

Pantanal perdeu 12 mil quilômetros quadrados de vegetação em seis anos

Entre 2002 e 2008, o Pantanal perdeu 12,4 mil quilômetros quadrados (km²) de vegetação. O desmatamento avança mais na área de planalto do bioma e é menos intensivo na planície. Estudo apresentado nesta semana mostra que 86,6% da vegetação da planície está preservada, mas só restam 41,8% de cobertura original no planalto.

A pecuária é o principal vetor do desmatamento no Pantanal, de acordo com o levantamento. A conversão de vegetação em pastagens é responsável por 11,1% do uso da terra na área de planície e 43,5% no planalto. A agricultura ocupa 0,3% da região de planície do bioma e 9,9% do planalto.

O estudo, feito em parceria entre as organizações não governamentais WWF, Conservação Internacional, SOS Pantanal, SOS Mata Atlântica, a Fundação Avina e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), comparou imagens de satélites com visitas de campo pela região.

A diferença entre a devastação no planalto e na planície reflete diferenças nas forma de ocupação do bioma. De acordo com o levantamento, o planalto é fortemente ocupado pela agricultura e pela pecuária. Na planície, a pecuária mais extensiva pressiona menos a abertura de novas áreas.

Apesar do crescimento do desmate verificado no período, a situação do Pantanal ainda é melhor que a de outros biomas do país. A Amazônia registra taxa anual de desmate de cerca de 7 mil km² e o Cerrado já perdeu metade de sua cobertura vegetal original.